Publicado por Flávio Alves | Colocado em Noticia, TV, cotidiano, internet, teorizando | Data: 26 fev 2010
Tags:cinema, cracker, filmes, hackers, jornalismo, preconceito, senso comum
Normalmente, quando ouvimos a palavra hacker, imaginamos um nerd adolescente problemático, cheio de espinhas, passando horas à frente de um monitor de computador, teclando com a destreza de um funcionário de cartório e sempre tentando quebrar algum sistema de segurança.
Mas este é apenas um dos lados da história: esses são os chamados hackers do “lado escuro” da Força.

Vou invadir o pentágono, roubar o Banco do Brasil e se tiver tempo roubar seu Orkut! HAHAHA
Existem também os hackers que estão do “lado da luz”, tão hábeis em computadores quanto seus colegas mais revoltados, mas que se divertem em compreender os meandros da informática em busca de novos aprendizados. Esse tipo de hackers também conhecidos de “nerds de computadores”.

Vou ler o tutorial de como configurar o CCproxy, maquiar o IP, fazer um vírus e roubar seu Orkut! HAHAHA
Hacker X Cracker
Na verdade, hacker é um termo que nasceu para designar esse pessoal DUBEM, enquanto o termo cracker designaria a turma do lado escuro da força.
Mas o mau uso dos termos pela imprensa já fez o seu trabalho de desinformação, e agora é virtualmente impossível alterar o significado das palavras já incorporado pela população.
Na tentativa de esconder os próprios erros, a imprensa geralmente aponta os filmes como os grandes culpados pela criação dessa visão negativa dos hackers.
Mas será que os filmes têm realmente culpa?
Um pesquisa analisou os personagens e as tramas de filmes de ação – não-documentários – a partir de 1968, do clássico A Máquina dos Milhões, de Peter Ustinov, a Duro de Matar 4, Independence Day e Matrix.

Ele foi o hacker escolhido?
No total, a pesquisa selecionou 50 filmes nos quais um personagem essencial para a trama está envolvido com o “uso avançado da informática” – o chamado hacking, que só pode ser definido como aquilo que os hackers fazem.
Na lista estão 8 filmes especificamente sobre hackers, 5 sobre roubos, 18 com participações heróicas do “infomaníaco”, 15 de ficção científica e 4 sobre tramas da vida real. No conjunto, havia 60 personagens que atendiam aos requisitos para serem chamados de hackers.
21 hackers foram retratadas como tendo 25 anos de idade ou menos, 37 hackers foram retratadas na faixa entre 25 e 50 anos, e apenas 2 já haviam atingido a idade da sabedoria-hacker, com idades de 50 e 75 anos(ancião hacker).
Do ponto de vista da ocupação, 19 personagens hackers trabalhavam na indústria de informática, 17 eram hackers em tempo integral, 12 eram estudantes e 12 eram hackers de meio-período, tendo outras profissões.
Mas a estatística mais reveladora surge quando se olha a mensagem moral que os filmes passam sobre os hackers: 44 hackers (73%) são do bem e apenas 10 (17%) são do mau.
A conclusão da pesquisa vai muito além de uma análise da arte ou de uma crítica de cinema.
Segundo ela, a intenção do hacker, que agora já pertence a cultura popular, é extremamente maliciosa e pode até mesmo cegar os políticos e outros tomadores de decisão para as verdadeiras ameaças para a segurança dos sistemas de informática e de comunicações.
O preconceito pode ainda reduzir os níveis de alfabetização científica e aprendizado da informática, impondo limites muito estreitos para os níveis de conhecimento que as próprias pessoas se imporão sob o risco de serem vistas como profissionais bisbilhoteiros, “perigosos” e até “do mal”.
A opinião da imprensa sobre o assunto, fica evidente a partir da análise da pesquisa que a imagem do hacker presente na cultura popular, como sendo um adolescente esquisito fechado em seu quarto, NÃO está sendo gerado a partir dos filmes.

Quarto de um hacker.
“Na verdade, a maioria dos hackers que aparecem nos filmes são caras bons, entre 25 e 50 anos, que trabalham na indústria da computação ou são hackers em tempo integral,” diz a pesquisa.
Isto corresponde à definição que os hackers fazem deles próprios, e não ao estereótipo popular. Isto pode ajudar a comunidade dos hackers boa-gente a varrer o estereótipo para baixo dos jornais velhos.
Obrigado!
Relacionados:

è amgs, jogar a culpa no cinema nao rolou nesse caso hackers modafocas
vou hackear o autor desse topico, cara desinformado, nos somos do mau mesmo muahahaha
Tbm acho q os hackers são um pouco do mal, sim. E sem essa de ”esteoritipo midial” (neologismo rulez)
HAHAHAAHAHA que vibe a desse hacker que postou aqui.
Te cuida flávio
Muito bom o tópico. Primeira vez q vejo esse blog e já adorei!!!! Parabéns, é um blog excelente de assuntos interessantes e não com blogs q já estou acostumado a ver!!!!!