É curioso notar como os jovens em geral supervalorizam quem faz críticas à sociedade e às maneiras como as coisas são e estão organizadas em detrimento da velha e boa sinceridade e espontaneidade. Não quero aqui criticar os “ídolos” da nova geração nem nada do tipo. Só deixar registrado minhas singelas observações sobre uma boa maneira de se conseguir “IBOPE” (por falta de palavra melhor) no espaço virtual, tanto televisivo quanto jornalístico e ainda por cima cibernético.
Felipe Neto e PC Siqueira. Dois famosíssimos Vloggers brasileiros. Antes de tudo, NÃO HÁ briga nenhuma entre eles. Então, se você está esperando que eu jogue álcool no fogo ou tente criar algum tipo de atrito entre eles, você está sendo, me desculpe pela sinceridade, idiota. Vou usá-los como exemplo porque foi revendo alguns vídeos deles que eu percebi essa supervalorização que os jovens dão. Ambos têm muitas críticas em seus vídeos, mas pode-se facilmente perceber que o vlog de Felipe Neto, o “Não Faz Sentido!” tem realmente uma aspiração muito mais crítica, sendo seus vídeos quase totalmente críticas a algo (ou a alguém). O “maspoxavida”, que como todos (eu acho que todos, né, porque, enfim… ¬_¬ Digo nem nada.) sabem, é o vlog de PC Siqueira, já tem uma aspiração muito mais subjetiva: o vlogueiro trata muito mais de seus dias e do que ele faz e do que lhe acontece, pulando, algumas vezes, para introspecções e opiniões próprias, analisando modas, opiniões, conceitos e até pessoas.

PC Siqueeeeira *-* (Não, isso não foi gay, não venham com onda)
Não quero rebaixar nenhum dos dois. Não cheguei a assistir a todos os vídeos de nenhum deles, mas gostei do trabalho de ambos. Mas percebi um fator interessantíssimo, que liguei a outras observações: o vlog de Felipe Neto (e seu twitter também) tem muitos mais inscritos (no caso do twitter, followers, seguidores) que o do PC Siqueira. Antes de prosseguir, gostaria de dizer que MUITO possivelmente nenhum dos dois tá nem se lixando pra isso (é a cruel realidade). É perceptível que ambos são humildes demais pra se preocuparem com quem é “melhor”, ou quem tem mais isso ou mais aquilo. Só pra reforçar um pedido que eles já fizeram aos fãs: Parem. Com. Brigas. Estúpidas. É uma estupidez tão grande quanto, por exemplo, um fã de AC/DC brigar com um de Aerosmith porque querem “decidir” qual das duas bandas é melhor. (Porque é claro que AC/DC é melhor) Não, brincadeira. Gosto é gosto, e música é muito complexa de discutir… E também vai do ouvido de cada um… Ah, vamo voltar pra os vlogs que é melhor.
Que porra de Aerosmith, o negócio é Angus Young e o AC/DC (Brinks, fãs de Aero, BRINKS XD)
É o seguinte, meus caros leitores: essa não é a primeira vez que isso “se assucede” (É, era pra ser que isso ocorre, ou então que sucede. Whatever). Alguém aí ouviu falar de CQC? Felipe Neto e CQC, mesma linha. O que se pode perceber, nesses dois casos, é quão fã da linha desses programas a juventude atual tem se tornado, valorizando programas com um conteúdo cada vez mais crítico da sociedade, criticando costumes, fatos, erros, pessoas e lugares.
E aí entra a MINHA crítica. Os jovens têm supervalorizado toda essa criticidade PASSIVAMENTE. Concordo que gostar de criticidade passivamente é… Contraditório. Mas é a cruel realidade. O simples fato de um programa seguir a linha apresentada acima faz os jovens se apaixonarem quase que automaticamente. E não só os programas, mas blogs, vlogs, famosos e tudo o mais. O que pode ser percebido é que os jovens têm se tornado pseudo-cults (contribuição da minha amiga e jornalista Flalrreta, ela que usou tal termo) achando que podem e que têm que criticar tudo e todos que seja ou esteja “na moda” ou que vá contra suas concepções “morais”. Pra todos vocês, eu deixo meu abraço e meus desejos de boa sorte. Porque apesar de estarem errados (Lo siento) e de estarem exagerando, vocês estão seguindo um caminho. Ninguém precisa ser Cult pra ser foda. Nem ser Cult pra poder criticar tudo e todos. É só ter senso crítico. Se você tiver um pingo de cérebro, você é capaz de seguir uma moda porque VOCÊ QUER. E não porque os outros seguem. Ou seja, ao invés de ser poser, você realmente está acompanhando toda uma ideologia, uma filosofia. Porque, enfim… Toda e qualquer trend tem seus embasamentos ideológicos.
Acredite: os emos de verdade (que não sejam posers) também têm toda uma ideologia por trás de seus comportamentos, vestimentas e tudo o mais. Pode confiar.
Então, juventude que está lendo esse post, fica minha dica: parem com essa supervalorização barata. O fato de o Felipe Neto ou a galere do CQC ser crítica e você gostar deles não te faz nem melhor nem pior. Se acha bonito criticar, vá atrás do que criticar. Critique com bases. Saiba o que está falando. E acima de tudo, aprendam o que valorizar. Porque não é o fato de vivermos em um país onde o senso crítico está em falta que vai justificar a voracidade com a qual vocês consomem esses materiais críticos e extremamente ácidos que estão sendo veiculados em televisão, jornal, Youtube, Twitter & Cia dessa maneira tão passiva e perdoem a crueldade, patética.
Eu acho que o Chuck apoiaria o que eu postei… (ou não T_T)
Antes de finalizar, gostaria de evitar que me esfolem vivo assim que eu saia de casa e vou logo dizendo que não acho, de maneira alguma, CQC e Felipe Neto programas ruins ou extremamente ácidos (termo que acabei de citar). É, acho que isso evitará alguns contratempos. (MEDO)